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domingo, 5 de maio de 2013

estuário de rio formoso PE


O estuário do Rio Formoso com uma área de 12 km de extensão, localiza-se no Município
de Rio Formoso (8º39’45” S e 35º06’15” W) a 76 Km da cidade do Recife – PE. O
manguezal às suas margens representa um complexo ecossistema que abriga uma fauna
diversificada com intensa atividade pesqueira. A pesca artesanal local é de grande
importância, pois representa a principal atividade para as comunidades ribeirinhas. Sendo de
cunho puramente extrativo, esta pesca é praticada para o sustento de suas famílias.


O estuário de rio formoso vem sendo degradado pela comunidade que vivem próximo ao rio, com isso provoca grande impacto nesse ecossistema estuarino , a poluição provoca grande impacto nesse ambiente com esgoto doméstico e indústrias são lançados no rio colocando em risco diversas vidas que vivem nesse habitat que é na verdade um berçário para muitos animais.Os estuário é uma mistura de água doce e salgada  que da uma água salobra, muito rico em matéria orgânica um ecossistema mas rico do que o mar, muitos animais marinhos entram nos estuários para se reproduzir e se alimentar porque esse ambiente fornece abrigo longe de predadores e também para desova ,por exemplo o peixe mero que sai de seu habitat marinha para desovar no estuário e esses peixes fica uma parte de sua vida n estuário até a fase juvenul, quando adulto volta para o mar .
MAS essa riqueza estar sendo explorada pela ação humana, pela grande ambição de explora e de obter vantagens desse habitat, a pesca predatória é um grande exemplo de crime ambiental que geralmente é muito frequente  pelos pescadores da própria comunidade que utilizam redes de arrastos e cercados para pesca grandes peixes


A comunidade ribeirinhas retiram seus sustentos da pesca de siris , camarão , peixe, ostra e etc..
e muitos vende para mercados ou mesmo para alimento da própria comunidade.
os apetrechos mas utilizados pelos pescadores são rede  terrafa, vara de pesca artesanal.

peixes captudados

rede tarrafa
pescadores da comunidade

sexta-feira, 29 de março de 2013

grande barreira de corais da austrália


A Grande Barreira de Coral australiana é uma imensa faixa de corais composta por cerca de 2900 recifes, 600 ilhas continentais e 300 atóis de coral, situada entre as praias do nordeste da Austrália .

    barreira de corais da austrália


A grande barreira de corais é uma formação de corais que somente pode ser vista do espaço sideral. Possui 2200km de extensão e se encontra na costa nordeste do estado australiano de Queensland. Essa formação é composta por inúmeros recifes de corais que se distribuem em anéis. Neles, vivem mais de 2800 espécies de peixe, 400 espécies diferentes de corais, 400 espécies de moluscos, 500 espécies de algas marinhas, 215 espécies de pássaros, 15 espécies de serpentes marinhas e 6 espécies de tartarugas marinhas.


A barreira se compõe ainda de diversas cavernas e fendas que multiplicam a extensão da ilha substancialmente. Aí, animais de hábitos noturnos podem ficar durante o dia e os animais diurnos ficam a noite.
 
 
O ambiente é ideal ao crescimento  dos corais: águas mornas e rasas, com movimento aquático constante, luz abundante e água salgada e pobre em nutrientes. Os corais se comportam como um medidor da saúde dos mares, pois são sensíveis às mudanças climáticas, ao movimento das águas e ao dano físico às águas marítimas.
























O ambiente é ideal ao crescimento  dos corais: águas mornas e rasas, com movimento aquático constante, luz abundante e água salgada e pobre em nutrientes. Os corais se comportam como um medidor da saúde dos mares, pois são sensíveis às mudanças climáticas, ao movimento das águas e ao dano físico às águas marítimas.

terça-feira, 19 de março de 2013

leões marinhos

               O Leão Marinho

Os leões-marinhos, também conhecidos por focas-orelhudas, são mamíferos carnívoros habitantes das costas rochosas, frequentemente confundidos com as focas.
Fazem parte da família dos otarídeos, a qual forma conjuntamente com a dos focídeos (focas) e dos odobenídeos (morsas) a ordem dos pinípedes, alimentando-se principalmente de peixes, crustáceos e moluscos.
Todos os representantes destas 3 famílias têm em comum o facto de abandonarem o mar apenas para a reprodução e mudança da pelagem. O virem a terra garante os acasalamentos que, de outro modo, estariam dependentes de encontros ocasionais no mar. 
A família Otariidae compreende seis espécies de leões-marinhos, designação porque também são conhecidos devido à força da sua voz e à juba, relativamente espessa, exibida pelos machos. O leão-marinho de Steller, do Pacífico Setentrional, e que se encontra desde o Estreito de Bering até às costas ocidentais dos Estados Unidos da América e do Japão, é o mais corpulento de todos, chegando a medir seis metros e a pesar 3 toneladas.
A Octária do Árctico reúne-se em grupos de dois a três milhões de indivíduos - as maiores manadas de mamíferos existentes - na sua principal região, as Pribilof, no Pacífico Norte.

Conhecem-nos dos Zoos e Parques Marinhos, não é?

Também me conhecem por Elefante Marinho, por causa da minha tromba!
Para procriarem dirigem-se a ilhas onde não existem predadores. Os machos dominantes demarcam o seu território em princípios de Junho. As fêmeas chegam em meados do mesmo mês, nascendo as crias um ou dois dias depois. Os acasalamentos processam-se uma semana após os nascimentos, durando cerca de dois meses, período em que os machos não se alimentam e pouco dormem, lutando contra os seus opositores para estabelecerem e manterem os seus territórios. A gestação dura aproximadamente um ano (365 dias). No final desse período nasce uma única cria, que é amamentada até fazer um ano, e que se torna passados dois meses numa exímia nadadora. Logo a seguir ao parto a mãe dirige-se para o mar, regressando três vezes por dia para amamentar o bebé. Nas costas ocidental e oriental da América do Sul encontra-se o lobo-marinho (Otária byronia), uma das espécies mais conhecidas dos jardins zoológicos, parques aquáticos e circos, dada a facilidade com que se domestica e aprende a efectuar exercícios e acrobacias. A pele desta espécie é lisa e sem pêlo, de um tom chocolate - um pouco pardo - ficando quase preta quando o animal se molha. À medida que envelhece a parte superior da cabeça fica mais clara.
Todos têm os membros espalmados e adaptados à natação - estão transformados em barbatanas. Mas as extremidades posteriores podem mexer-se para a frente, como as de um mamífero terrestre, o que lhes favorece bastante a marcha.
O homem é o seu principal predador. Os otarídeos têm sido perseguidos pela espécie humana ao longo dos séculos. Actualmente a sua caça, permitida dentro de certos condicionalismos, possibilita ao homem uma fonte de peles, carne e gordura, de que depende a sobrevivência de muitas famílias. Face a leis protectoras, a população da maioria das espécies vai-se mantendo estabilizada.




Os leões-marinhos quando chegam á idade adulta, os machos chegam a atingir os 1,8 metros de comprimento e a pesar 200 kg enquanto que as fêmeas, em geral, não ultrapassam os 1,5 metros de comprimento e pesam 60 kg. Esta espécie move-se tanto em águas profundas como à superfície terrestre.
 O leão-marinho habita em pequenas ilhas desabitadas, em zonas de costa com difícil acesso, por exemplo, em grutas que têm uma entrada submarina.
 Como os leões-marinhos só nadam até aos 100 metros de profundidade, só se alimentam de peixes que habitam até essa profundidade. Na fase adulta, o leão-marinho consome por dia de 4% a 6% do seu peso, podendo chegar a comer, diariamente, 12kg. Estes animais comem peixes diferentes consoante a disponibilidade.
 Esta espécie marinha está em vias de extinção devido à ocupação dos locais onde esta espécie se reproduz, por parte de pescadores e turistas e à poluição marinha.




                            

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

animais aquaticos

                                Animais aquáticos 

Os animais aquáticos constituem um grupo grande e diversificado. Vão desde espécies pequenas e inofensivas aos gigantes e poderosos das águas. Dentro deste misterioso mundo, encontramos os peixes, crustáceos, mamíferos e moluscos.
É como uma viagem a um outro mundo dentro do planeta terra.


Os peixes são vertebrados aquáticos de sangue frio. Em geral, possuem o corpo alongado, nadadeiras, respiram por brânquias e apresentam o corpo coberto por escamas.
Os peixes são primeiros animais vertebrados, ou seja, que possuem esqueleto ósseo (composto de cálcio) ou cartilaginoso (composto de matéria orgânica).
A classe dos peixes é muito grande com cerca de 25.000 espécies diferentes em todo o mundo.




Mamíferos

As diversas espécies de animais aquáticos se distribuem em mares, oceanos e rios conforme as adaptações de cada espécie para se alimentarem e reproduzirem.
Os mamíferos aquáticos compõem o grupo de animais em que as fêmeas possuem glândulas mamárias e os filhotes de desenvolvem dentro do organismo da mãe. Com a diferença de que estes vivem em ambiente aquático.
Baleias
As baleias assim coco todos os mamíferos, possuem sangue quente e respiram pelos pulmões.
São incrivelmente adaptadas a vida aquática e quando submersas se comunicam através de estalos e assobios.
Alguns estudos sobre as baleias já revelaram como seu comportamento social é desenvolvido. Algumas espécies formam grupos de forte organização social em que se alimentam juntos e protegem os jovens e os doentes.
Acredita-se que exista cerca de 40 espécies de baleias am todo o mundo, porém ainda não é considerado um resultado concreto.
Abaixo, estão algumas das principais espécies e suas características:


Crustáceos
Os crustáceos são animais artrópodes que possuem uma crosta protegendo o corpo em sua maioria animais aquáticos e de respiração branquial. São de grande importância a cadeia alimentar, pois servem de alimento aos peixes e outros animais maiores. Seu corpo é divido em: cabeça com dois olhos, dois pares de antenas, um par de mandíbulas e dois pares de maxilas; e o abdome. A parte interna do seu corpo é constituída por aparelho digestivo, câmara cardíaca, aparelho circulatório, aparelho excretor, aparelho respiratório, sistema nervoso e órgãos sensitivos.
Os crustáceos são divididos em dois grupos:
Decápodes - São crustáceos que possuem dez patas. Geralmente, as duas patas dianteiras são modificadas e bem desenvolvidas para captura de alimentos.
Os principais representantes dessa classe são os camarões, caranguejos, lagostas e siris.
Isópodes - apresentam numerosas patas e todas semelhantes.
O principal representante desse grupo é o Tatuí.


Tubarões




Os tubarões fazem parte de uma família muito antiga de animais. Os primeiros existem cerca de 200 milhões de anos antes dos dinossauros sofreram muitas mudanças ao longo do tempo. Hoje existem aproximadamente 375 espécies de tubarões pelo mundo.
Os tubarões são peixes valiosos, pois desempenham um papel crucial na limpeza dos oceanos, tragando animais mortos e refugos.
Os tubarões são os animais mais capacitados sensorialmente. Tem uma capacidade incrível de perceber estímulos de todos os tipos, sendo capaz de perceber uma gota de sangue em um milhão e meio de gotas de água a uma distância de 30 metros. O olfato é fantástico, e a sua audição e a linha unilateral estão ligadas e funcionam como radares para perceber vibrações na água. São dotados de uma espécie de sensores elétricos e por isso consegue perceber a sua presa através dos impulsos elétricos. São carnívoros tendo em sua dieta composta de peixes, crustáceos, lulas, polvos, tartarugas, raias e outros cações. Habitam as águas costeiras e oceânicas, desde a superfície ao fundo em quase todos os oceanos e mares. Podem viver até 80 anos.
Em geral, preferem águas mornas o que os faz nadar em direção as praias. Ao contrario do que se pensa, os tubarões não gostam de carne humana, mas sim os confundem com suas presas e por isso atacam. Dentre as 375 espécies existentes, cerca de 30 já atacaram os seres humanos, e desses 30 apenas 5 são considerados os mais perigosos. São eles:
Tubarão Branco
Tubarão Tigre
Tubarão Cabeça-chata
Tubarão Galha preta
Tubarão Mangona
No Brasil existem cerca de 80 espécies, dentre eles o tubarão branco, um dos mais raros.
As principais espécies encontradas no Brasil são:
Tubarão Tigre

Moluscos

Os moluscos são animais de corpo mole que, em sua grande maioria, apresentam uma concha de calcário, podendo ser externas ou internas e de cores, formatos e tamanhos variados. São animais capazes de se adaptar tanto a ambientes aquáticos como terrestres.
Seu corpo é formado por três partes: cabeça, pé e massa visceral.
O grupo dos moluscos se divide em três classes classificadas como:
Gastrópodes – Este é o grupo mais diversificado dos moluscos, pois pode viver tanto no mar, como em rios de água doce ou em ambiente terrestre e úmido. Os gastrópodes aquáticos respiram por brânquias e os terrestres por pulmões. A cabeça apresenta olhos e tentáculos sensoriais. Utilizam os pés para rastejar sobre o solo e cavar, permitindo que se enterrem. As conchas servem como abrigo e esconderijo em situações de perigo. Alguns gastrópodes não possuem conchas e utilizam outros mecanismos de defesa como eliminar substâncias desagradáveis para afastar os inimigos.
Os gastrópodes são representados por caramujos, caracóis e lesmas.

Bivalves – Estes possuem o corpo formado por uma concha de duas partes chamadas de valvas. Este grupo é formado unicamente de animais aquáticos e vivem nos mares ou em água doce. Não apresentam cabeça, mas possuem boca.
Os bivalves são chamados de animais filtradores, pois retiram da água as partículas de alimento e o oxigênio que circula em suas brânquias.
São representados por mexilhões e ostras.

Cefalópodes – A característica principal desses animais é a de possuir os pés na cabeça. Seus pés são modificados em tentáculos. A concha do cefalópodes podem ser internas, externas ou podem não apresentar conchas. Esses animais só se reproduzem uma vez na vida e morrem logo após a reprodução.
São representados por lulas, polvos, nautilus e argonautas.



quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

peixe mero ameaçado de extinçao

                                                                                                     
            peixe mero

  O peixe MERO, também conhecido como "Senhor das Pedras, é o primeiro peixe marinho do Brasil a ser protegido por lei em regulamentação específica.

 A espécie está protegida da pesca através da Portaria IBAMA Nº 121. A lei é de 20 de setembro de 2002 e foi editada à partir da solicitação da Fundação SOS Mata Atlântica - Base Urbana de Iguape, pelo processo 02027.009595/01-87.

Na terça-feira (16) foi publicada no Diário Oficial da União, por ordem do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e Ministério do Meio Ambiente (MMA), a instrução normativa interministerial que proíbe a pesca, transporte, comercialização, beneficiamento e industrialização da espécie de 2012 a 2015. A proibição já estava em vigor desde 2007 por causa do risco de extinção da espécie e foi estendida por um período de meis três anos nas águas brasileiras.

Espécie pertencente à família dos Serranídeos, o Mero (Epinephelus itajara) é um dos maiores peixes do Brasil e corre sério risco de extinção. Ele pode alcançar até 2,7 metros de comprimento e pesar mais de 400 kg, além de viver até 40 anos

seu habitat:

O Mero é um peixe solitário e territorialista, habita regiões de recifes, ilhas rochosas, lajes e manguezais, mas pode ser encontrado também em naufrágios, estruturas submersas e plataformas de petróleo. É possível encontrá-lo nas águas costeiras e tropicais dos oceanos Pacífico e Atlântico.


punição aplicada  ao capturar o mero:


Aos infratores serão aplicadas penalidades e sanções previstas na Lei de Crimes Ambientais regulamentada pelo Decreto n° 3.179 de 21/09/1999, com penas que variam de 1 a 3 anos de detenção e/ou multa de R$ 700,00 a R$ 1000.000,00.



nome vulgar: mero

nome cientifico: Epinephelus itajara

familia: serranidae


Como estes peixes são encontrados em lajes, estuários e manguezais, bem como em naufrágios e até mesmo em plataformas, e são muito grandes e lentos, freqüentando locais com fundo de pedra e grandes tocas, são facilmente capturados por mergulhadores inescrupulosos, o que resultou em um sério risco de extinção desta bela espécie que não tem predador natural.

Epinephelus itajara um peixe marinho da família Serranidae que habita águas tropicais e subtropicais do oceano Atlântico. É uma espécie de peixe que habita zonas estuarinas (manguezais) e áreas costeiras, por isso, costumam ser encontrados em manguezais e costões rochosos, próximos de naufrágios, pilares de pontes e parcéis. A espécie é muito vulnerável à pesca, pois possui taxas de crescimento lento, atingem grandes tamanhos, agregam-se para a reprodução, maturam sexualmente tardiamente e são territorialistas.
O Mero também conhecido como Senhor das Pedras seu formato é arredondado e chega a ultrapassar dois metros de comprimento. Porém ao se aproximar, você se depara com um peixe, que apesar de sua imponência, permite que as mãos humanas passeiem por sua pele escamosa.


características


• Vive até 100m de profundidade.
• Pode viver 40 anos.
• Atinge mais de 2m de comprimento.
• Começam a reproduzir com 1,1 a 1,2 metros de comprimento e com 4 a 7 anos de idade.
• Agregam-se perto da Foz de grandes rios em épocas e locais conhecidos com a finalidade de encontrarem parceiros para a reproduzir.
• Gostam muito de comer lagostas.
Meros adultos e principalmente os juvenis estão presentes nos mangues dentro de estuários. Estudos sobre a espécie em geral são escassos. Porém, já é verificado em outras regiões estudadas (ex.: Golfo do México) que a biologia da espécie possui características que tornam a população altamente susceptível a sobrepesca e depleção rápida do estoque. Cerca de um quarto dos pontos de agregação conhecidos foram totalmente eliminados.

Classificação

Mero: Ephinephelus itajara : Membro da família Serranidae é o maior dos representantes no Atlântico podendo chegar ao peso máximo de aproximadamente 455 kg e são marcados visivelmente por seus cabeça lisa e larga, espinhos dorsais curtos, olhos pequenos e dentes caninos. Sua cor varia de marrom amarelado à azeitona, com os pontos escuros pequenos na cabeça, no corpo e nas barbatanas.
Os machos tendem a mudar a cor ao cortejar. Quanto mais peixes estiverem reunidos, mais intensas são as interaçães entre os indivíduos (Sadovy et al., 1999). Os Meros são predadores situados em níveis superiores da cadeia trófica, alimentam-se principalmente de crustáceos, lagostas e caranguejos (GMFMC, 2001). Juvenis alimentam-se de camarões, caranguejos e bagres marinhos. Partes de polvos, tartarugas e outros peixes também foram encontrados (Sadovy et al., 1999). Notavelmente, adultos podem viver aproximadamente 30 anos de idade (26 para machos, 37 para fêmeas). Se a população fosse deixada intacta, Meros poderiam viver acima de quarenta anos de idade (NOAA NMFS, 2001).
O maior problema enfrentado pelo mero é a falta de dados exatos inerentes à biologia da espécie.


Ele faz um barulho com a boca (como um estouro) que deixa tontos os peixes pequenos, depois ele suga a água (como se fosse um aspirador de peixes).


Ameaças


A maior ameaça ao Mero é provavelmente o homem, desde que é um peixe excelente como alimento, sua carne é deliciosa e branca. São também peixes fáceis de pescar, utilizando-se de uma variedade de artefatos (armadilhas, linhas de mão, redes de emalhe e arbalete de pressão).
Os Meros são peixes que vivem cerca de 40 anos, crescem devagar e demoram a iniciar atividade reprodutiva. Quando você retira um animal tão grande do mar, o papel que este peixe representava no ambiente vai demorar para ser novamente exercido por outro peixe. Isto quer dizer que aquele indivíduo vai fazer muita falta dentro do ambiente. Outro problema é o fato dos Meros agregarem-se, isto é, reunirem-se em datas e locais conhecidos pelos pescadores. Quando estão juntos tornam-se ainda mais vulneráveis.
Não há muitas informações sobre seus predadores naturais, porém tubarões atacam juvenis em linhas de espinhéis armadas em torno dos mangues. Outros Serranídeos, barracudas e moréias alimentam-se provavelmente de juvenis (Sadovy et al., 1999). Entretanto, uma vez alcançado a maturidade, poucos predadores podem se alimentar devido seu tamanho e natureza discreta (GMFMC, 2001)



























sábado, 8 de dezembro de 2012

espécies de carangurjos


Santola


Maja squinado (Herbst), conhecido pelo nome comum de santola, é uma espécie de caranguejo comestível pertencente à família Majidae de artrópodes decápodes. É uma espécie migradora, com uma área de distribuição que se estende das costas europeias do Atlântico nordeste até aos Açores e às costas do Mediterrâneo.
Caranguejo de carapaça cordiforme (em forma de coração) que na fase adulta mede cerca de 18 cm de comprimento e 20 cm de largura. A carapaça, de superfície irregular e em geral revestida por algas, apresenta numerosas protuberâncias e é recoberta por numerosos espinhos pouco desenvolvidos, com 6 espinhos mais longos sobre os bordos laterais. O rostro é formado por dois grandes espinhos divergentes. 
          
As fêmeas produzem até 4 desovas por ano.
O habitat da santola são os povoamentos de algas infralitorais, ocorrendo também no circalitoral.

Alimenta-se de uma grande variedade de organismos, com predominância para as macroalgas e os moluscos durante o Inverno e equinodermes como os ouriços-do-mar e os pepinos-do-mar durante o Verão.
As migrações geralmente ocorrem no Outono, com algumas santolas a percorrer distâncias superiores a 160 km ao longo de 8 meses.

Caranguejo-de-água-doce-de-malta

O Caranguejo-de-água-doce-de-malta (Potamon fluviatile) é um dos invertebrados mais curiosos dos que se podem encontrar na Europa. Este caranguejo abandonou o mar, e vive e reproduz-se em pequenos ribeiros e lagos no interior das florestas. Os seus ancestrais provêm da Ásia, e foram representados em moedas das antigas Mesopotâmia e Grécia.
A sua carapaça atinge entre 3,5 e 4,5 cm de largura, e prefere águas duras. Ao contrário da maior parte dos caranguejos de água doce, não precisa de voltar ao mar para a reprodução.
Embora existam evidências de que já estiveram presentes em grande parte dos países mediterrânicos, do Norte de África aos Balcãs, actualmente a sua presença é confirmada apenas na Grécia, Albânia, Croácia e Malta. Em Itália, ocorre na Sicília, a Oeste dos Montes Apeninos, Sardenha e Ligúria, e o seu habitat consiste de rios e ribeiros, lagos, zonas lacustres, arrozais, etc...
Estes crustáceos são omnívoros e detritívoros, podendo nutrir-se a partir de uma variedade de alimentos, como pequenos insectos, caracóis ou outros invertebrados. Se a oportunidade surgir, podem mesmo atacar um peixe debilitado. Também se alimentam de detritos vegetais, algas e musgos. No aquário aceitam prontamente qualquer tipo de alimento comercial, e vegetais.

No período reprodutivo, os machos procedem a lutas rituais, para sancionar o direito à fêmea, embora uma fêmea possa ter mais do que um parceiro. A cópula e consequente postura ocorrem geralmente no final da Primavera (eclodindo os ovos no Verão), embora possam acontecer mais tarde. O macho deposita na fêmea um saco de esperma, que ela pode conservar entre algumas semanas a um ano num receptáculo específico. A fecundação dos ovos (cerca de 200), depositados pela fêmea na bolsa abdominal, é feita subsequentemente. O desenvolvimento dos ovos prossegue no abdómen da fêmea, eclodindo depois de cerca de 40 dias. Durante cerca de duas semanas, as crias são transportadas e protegidas pela progenitora na região abdominal, até que assumem a sua autonomia.
As crias são exclusivamente aquáticas durante os primeiros meses (sem nenhum estágio em água salgada ou salobra, ao contrário da maior parte dos caranguejos das florestas tropicais), antes de se aventurarem em solo seco.

Sapateira

A Sapateira (Cancer pagurus) é um crustáceo decápode, braquiúro, da família dos cancrídeos, da costa atlântica rochosa da Europa. A carapaça de exemplares maduros mede entre 11 cm e 13 cm de comprimento. Tal espécie é de importância comercial, freqüentemente utilizada na alimentação, não nadadora e apanhada especialmente com alçapão. Também são conhecidos pelos nomes de burro, cava-terra, centola, santola e caranguejola.
Esta espécie encontra-se ao longo de toda a costa Portuguesa O macho atinge 35 cm e a fêmea 20 cm A sapateira vive ao longo da linha de costa geralmente até 60 metros de profundidade. A fêmea possui a valva posterior mais larga que o macho, enquanto este possui lobos muito baixos e largos. A desova dá-se geralmente no Outono a partir do segundo ano de maturidade. A fêmea carrega então as ovas por baixo da valva posterior até ao início do verão seguinte. É comercializada viva.


Maria-farinha

O Maria-farinha (Ocypode spp.) é um caranguejo da família dos ocipodídeos. Possui carapaça quadrada e coloração branco-amarelada, e é encontrado na costa leste dos Estados Unidos e no litoral do Brasil, vivendo em buracos acima da linha da maré alta, em praias arenosas. Trata-se de um animal detritívoro.
Também é conhecido pelos nomes de aguarauçá, cabeleireiro, caranguejo-fantasma, espia-maré, grauçá, guaruçá, guriçá, cerca-mare, vaza-maré e sarará.

Caranguejo-dos-coqueiros

O caranguejo-dos-coqueiros (Birgus latro) é um grande crustáceo anomuro, terrestre, encontrado em diversas ilhas tropicais dos oceanos Índico e Pacífico e relacionado aos ermitãos, mas diferindo destes por apresentar o abdome flexionado e sem a proteção de uma concha de molusco.
Alimentam-se principalmente de matéria vegetal, incluindo cocos. Também são conhecidos pelo nome de "ladrão-de-coco".


Caranguejo-do-rio

Trichodactylus é um gênero de caranquejos de água doce da família Trichodactylidae. Popularmente são conhecidos como caranguejo-do-rio, caranguejo-d'água-doce, caranguejo-de-água-doce, goiaúna e guaiaúna. Em alguns lugares da Bahia ainda é conhecido como gajé. Encontrados em todo o Brasil, em córregos e riachos de água corrente. Possuem carapaça alta e arredondada, com cerca de 5 cm de comprimento e cor marrom-escura avermelhada.


Chama-maré


O termo chama-maré é a designação comum aos pequenos caranguejos do gênero Uca, da família dos ocipodídeos, que são encontrados no Atlântico. Tais caranguejos são geralmente pequenos, sendo os machos possuidores de uma das pinças bem maior que a outra. Costumam viver em manguezais e na zona entre marés, de praias arenosas protegidas, de baías e de estuários. Também são conhecidos pelos nomes de caranguejo-violinista, catanhão-tesoura, chora-maré, ciecié, maracauim, siri-patola, tesoura, vem-cá, xié.


Caranguejo-amarelo

O Caranguejo-amarelo (Gecarcinus lagostoma) é um caranguejo da família dos gecarcinídeos, também conhecido como caranguejo-ladrão. Possui carapaça amarela e patas alaranjadas, encontrado principalmente nas ilhas brasileiras de Trindade, Fernando de Noronha e Ascensão, onde se constitui em importante predador de filhotes de tartarugas marinhas.

Está ameaçado de extinção pela destruição de seus hábitats, pelo turismo e por outras ameaças antrópicas.


Aratu

Embora que o termo Aratu seja uma designação comum a diversos caranguejos da família dos grapsídeos, costuma-se remeter mais especificamente ao Aratus pisoni, um caranguejo da família dos grapsídeo, de carapaça quadrada e acinzentada, capaz de subir com habilidade nas árvores do mangue, onde se alimenta e se acasala. Tal espécie também é conhecida pelos nomes de aratu-da-pedra, aratu-marinheiro, aratupeba, aratupinima, carapinha e marinheiro.
Durante a maré baixa, esses pequenos caranguejos são encontrados no sedimento, subindo às árvores durante a maré cheia. Possuem carapaça resistente que reveste o corpo do animal, protegendo-o de predadores, quadrada, escura, com manchas vermelhas e pretas. As pernas são vermelhas, com cerda tipo de pêlo grosso, resistente.As quelas (puãs ou pinças) são branco-amareladas. Alimentam-se de vegetais, cascas de madeira, pequenos peixes e crustáceos, inclusive da própria espécie, canibalismo de um animal alimenta-se de outro da mesma espécie.. Essa espécie também é comestível embora pouco conhecida e com pouco valor comercial.

Caranguejo Uçá

O uçá (Ucides cordatus) é um caranguejo da família dos ocipodídeos. Tal espécie possui coloração dorsal verde-azulada e pernas vermelhas, sendo encontrada em mangues, desde o estado da Flórida até o Sul do Brasil. Também é conhecida pelos nomes de caranguejo-verdadeiro e uçaúna.